sábado, 15 de abril de 2017

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 14 de abril de 2017: Trem-Bala


Trem-bala

A morte chega sorrateira em nossa vida. Leva o pai, depois a mãe. Surge de susto, enquanto estamos absortos na intensidade da vida. Para morrer, basta estarmos vivos, diz o ditado popular. Mas a ida... A partida sem uma boa despedida torna tudo tão mais difícil! Semana passada minha mãe faleceu. Foi embora e como num passe de mágica “caiu num porta retrato”. Um dia antes, lembro, conversávamos por chamada de vídeo, ela em Santiago e eu em Belém. Ela estava tão feliz! Acho que fui um bom filho, não tão presente o quanto deveria, mas muito amoroso quando podia. A minha mãe, Acelina Delevati Pasini, era uma pessoa bondosa, humilde, carinhosa com os parentes e amigos. Era vaidosa, sempre com as unhas e os cabelos pintados e não gostava de ser chamada de velha. Não tinha estudos, mas sempre incentivou que os filhos estudassem. Gostava de novelas, do Ratinho e do Sílvio Santos. Entretanto, mais do que tudo, era presente na vida de seus filhos. Tinha aquele carinho inconfundível da verdadeira mãe. Esse artigo não irá eternizar o que ela fez de útil em sua vida. Não tenho tal pretensão, na minha limitação humana. Ele apenas serve de agradecimento, colocando-me na pele do leitor que já perdeu a sua mãe ou pai. Não fala de perda, mas dos ganhos. Pensar no passado afetuoso é manter viva a chama de todos nós. A existência passa tão rápido, como dizia a cantora, ela é “trem-bala parceiro, e a gente é só passageiro prestes a partir. (...) A gente não pode ter tudo... qual seria a graça do mundo se fosse assim? (...) Segura teu filho no colo, sorria e abrace teus pais enquanto estão aqui...” Mãe... Todas as mães do mundo: se já não posso dar um beijo no teu sorriso, quero apenas deixar um sorriso por todos os teus beijos. Amamos você(s) mãe(s). Vão com Deus.

sábado, 8 de abril de 2017

Homenagem do Colégio Franciscano Sant'Anna, da cidade de Santa Maria - Livro Beto Repleto

Bom dia Prof. Giovani!
Inicialmente, desejamos um ano promissor ao Senhor e sua família.
Gostaríamos de saber se o senhor reside em Santa Maria e lhe dizer que os alunos do 2º e 3º Ano do Ensino Fundamental do Colégio Franciscano Sant'Anna gostariam de homenageá-lo durante a 44ª Feira do Livro de Santa Maria, realizando uma releitura da sua obra      "Beto Repleto", se não tiver problema para o senhor. Entendemos que  o livro "Beto Repleto" representa também o jeito franciscano de ser no mundo, com a acolhida ao diferente, o cuidado e zelo com as pessoas e locais por onde vivemos e o agir consciente.
No mais lhe desejamos um ótimo ano de trabalho com as bênçãos de São Francisco de Assis.
Paz e Bem!
Att,
Clarissa Lorenzoni
Coordenadora Pedagógica
Colégio Franciscano Sant'Anna
Santa Maria-RS

Comentário de um leitor ilustre - Academia de Letras de Brasília

Colega Giovani,

Li seu texto FELICIDADE LÍQUIDA, inserido na Coletânea Internacional de 
Cruz Alta - RS.
Parabéns, belíssimo texto. 
Abraços do colega 
EVALDO FEITOSA, membro da Academia de Letras de Brasilia

domingo, 26 de março de 2017

Debate na USP - 24 de março de 2017

Essa semana fui realizar uma fala no Seminário de Estudos em Educação e Didática (SEED), da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP), sob a coordenação dos professores doutores Nilson José Machado e Mariza Ortega da Cunha.

Na oportunidade falei sobre NAVEGAR É PRECISO, DESCOLONIZAR-SE NÃO É PRECISO: Educação intercultural e epistemologias do Sul: perfil do docente contemporâneo.

A atividade foi excelente. É muito bom debater com uma intelectualidade destacada, alunos do doutorado e mestrado, que recebe orientações do professor Dr. Nilson José Machado, um pesquisador da área da educação.












A arte de perder - artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 24 de março de 2016


A arte de perder


Perder é uma arte... Ganhar nos ensinam, em todos os lugares, desde quando a gente nasce. Somos competitivos por natureza, muitas vezes ultrapassando qualquer limite. Já perder é uma arte. Um dom, distribuído para poucos, apesar de que perdemos um tanto a cada dia, com duras derrotas. Saber perder não é para qualquer um, mas para os artistas da existência. A dor da derrota carrega uma tonelada de sabedoria. Mas a vitória... Ah, a vitória! Aquela de sobrepor os outros, transporta apenas o massagear da própria vaidade. Perder se resume com a palavra eternidade... Perdemos os pais, os amigos, os amores. Perdemos os nossos melhores dias, os momentos mais felizes. Perdemos a professora num acidente de carro, o profissional engasgado, o poeta isolado. Perdemos o futuro, o presente e o passado. Esquecemos que o que acontece agora também acaba e não existe mais. Existir é sinônimo de perder, assim como para Zé Ramalho “amar é sinônimo de sofrer”. Se você não sofre, se realmente é feliz, talvez incorpore apenas um tolo vazio. Não tem o verdadeiro significado de humanidade, dentro de sua mísera cabeça. Agora, perder é viver. Perder é dar adeus, ou não dar! É acompanhar a cirurgia do seu amor – seu pai, sua mãe, seu cônjuge, seu filho – e não ter o acordar para a foto de superação. Perder é ser verdadeiramente humano, alienado ao mundo facebookiano e mentiroso que nos cerca, numa contemporaneidade doentia. Não! Não quero que você me compreenda, pois você não sou eu. Mas quero que perca, para ser vencedor. Desejo que fique triste, para dar valor para a felicidade. Sei que não sou ninguém, mas, tal como Fernando Pessoa, tenho em mim todos os desejos do mundo. Nossa derrota é vencermos. Perdemo-nos. 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 10 de fevereiro de 2016 - A prisão



Link: http://expressoilustrado.com.br/opiniao/a-prisao

A prisão

É ótima a prisão em que você se esconde por sua própria vontade. Mas a felicidade da solidão tem prazo de validade, limitado, que vence rapidinho.

Quando se está sozinho, quieto, os pensamentos surgem aos bilhões. Eles vão de um lado para o outro, do amor ao amigo, dos parentes aos filhos. Com o passar das horas, o maior desejo que se tem é o retorno dos barulhos de humanidade, que se opõe às balbúrdias da memória.

A prisão por determinação da justiça deve ser algo terrível! Não poder ir e vir, sendo jogado numa jaula, de cama dura, banheiro imundo e péssimas condições de higiene. Aliado a isso, a companhia forçada, de pessoas que não conhece e que diuturnamente podem cometer outros níveis de violência.

Esse é um dos maiores medos de qualquer cidadão – ser preso – desde que ele não esteja influenciado por duas variantes que criam uma cortina de ilusões. A primeira é a prisão da vida; da falta de educação e do crescimento no meio da criminalidade, tornando a violência algo tão usual, que já não assusta mais. Existem aqueles que assaltam por fome, mas têm humanos maus, com personalidades construídas com o minério da raiva. A segunda é a prisão da impunidade. Essa, somente atinge os grandes marginais, de muito dinheiro e alto grau de instrução, mas com a mesma falta de educação. São os politiqueiros, os corruptos, os grandes chefes de quadrilhas organizadas.


A prisão do medo de ir para a prisão, transforma patéticos mascarados em Pablo(s) Escobar(es) brasileiros. Faz-se de tudo para corromper os fatos, para que a mentira seja a chave de uma falsa liberdade.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Convite para Defesa de Tese de Doutorado em Educação - UFSM

Convido os amigos que estiverem em Santa Maria para a minha DEFESA DE TESE, encerramento do Doutorado em Educação, do Programa de Pós-Graduação em Educação UFSM.

Detalhe... não será na UFSM:

*LOCAL: SUCV - Rua Venâncio Aires, 2035, centro - Santa Maria
*DATA: 9 de dezembro, sexta
*HORÁRIO: 14h



segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

País de dores anônimas - Parte 3 - Artigo do Jornal Expresso Ilustrado


Publicado no jornal Expresso Ilustrado: 2 de dezembro de 2016


País de dores anônimas
A intelectualidade gaúcha (Parte 3)



A intelectualidade gaúcha, de maneira geral, adquiriu uma personalidade provinciana e alienada, bem longe do protagonismo do início do séc. XX. Os não-alienados, usualmente se encontram politicamente contaminados, com infecções partidárias generalizadas. Pior do que isso, alguns pensadores, quando não ocupados na divulgação de seus livros, ainda alavancam o crescimento de posicionamentos fascistas e/ou comunistas, reflexos macabros de sistemas que violentam, cada um à sua maneira, a democracia. Nas redes sociais e nas manifestações públicas, o ódio une grupos; a raiva tem uma força atrativa bem maior do que a amizade. O conservadorismo sempre foi uma característica comum em pessoas, principalmente nas mais velhas; quero dizer, torna-se natural um jovem aspirar a mudança. O que tem que ficar bem claro, é que defender um comunismo ou um fascismo já se tornou uma atitude conservadora, pois ambos são utopias historicamente fracassadas. “Mas a cadela do fascismo está sempre no cio” - Bertolt Brecht. É possível que a internet seja potencializadora de pensamentos imbecilizados, em postagens radicalizadas, antidemocráticas. É possível que educadores defendam atos de vandalismo, quebra de ministérios, ataques contra instituições cristalizadas. Tudo é possível; nem sempre aceitável! Fica uma pergunta: será que o atual Congresso Nacional conseguirá unir, numa mesma manifestação, “coxinhas” e “petralhas”? A ideologia tem disso. A polarização termina, quando os opositores passam a crer em um inimigo maior. Assim aconteceu com americanos e russos na 2ª Guerra. Enfim, temos que evitar a ameaça de mais uma guerra civil brasileira, possibilidade que já não está muito longe. (Continua)


quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Artigo Jornal Expresso Ilustrado - País de dores Anônimas (Parte II)

Publicado no Jornal Expresso Ilustrado: 25 de novembro de 2016


País de dores anônimas
A intelectualidade gaúcha (Parte 2)


A diferença entre o Brasil e a Finlândia não se resume em educação, mas na nossa falta de ética. Contudo, a ética somente é construída pela educação. Desde antes da Independência do Brasil, na época de Colônia, edificamos um país de poucos privilegiados. Privilégios que criaram dois tipos de justiça Tupiniquim: a dos pobres e a dos ricos (poderosos). Aqui, um indivíduo pode passar anos na cadeia, por exemplo, somente pelo furto de alimentos para sobreviver; mas consegue escapar ileso, ao assassinar indiretamente milhares de pessoas, quando desvia milhões da saúde pública. Onde está o problema? O dinheiro abala a ética. O poder corrompe a moral. E a falta dessa ética, destruindo as regras morais, está estampada em toda a nossa sociedade, em desprovidos e milionários. A corrupção não está arraigada somente na classe política, simples representação da sociedade. Ela está na atitude de uma menina de 9 anos, rebolando seminua, para engravidar aos 11; na falta da percepção coletiva de que as forças de segurança, principalmente a polícia, são essenciais para a preservação do direito à cidadania. A falta de ética está em boa parte das famílias, onde os pais decidiram “não envelhecer mais”, sendo apenas amiguinhos dos filhos, esquivando-se da responsabilidade de desvelar os limites sociais, para humanizar os filhos, em diálogos educativos. Agir eticamente, engloba assumir princípios e valores morais, onde a interação não irá prejudicar o(s) outro(s), favorecendo uma justiça social. Ser ético impede o levar vantagem indevida; mas somos otários-ignorantes que propagamos o famoso “jeitinho brasileiro”. (Continua).

Artigo Jornal Expresso Ilustrado - País de dores anônimas - Parte 1


Publicado no Jornal Expresso Ilustrado: 18 de novembro de 2016

País de dores anônimas
A intelectualidade gaúcha (Parte I)


Pedi aos amigos do Expresso o espaço para essa série de 5 a 7 artigos. O texto pode ser lido no todo e/ou em partes, tendo por objetivo a (auto)reflexão. Será publicado como artigo único, posteriormente, no Letras Santiaguenses.

Na minha concepção, a intelectualidade de um ser humano pode ser desenvolvida (ou não). Ela é fruto de esforço, exercitando-se o “músculo” mais importante: o cérebro. Só que intelectualidade não é sinônimo de sabedoria e nem de educação. No RS e no Brasil, a intelectualidade está um tanto perdida em “gabinetes-clausuras”, dentro e fora das universidades, distanciando a teoria da prática. Oswald de Andrade, escritor modernista, no seu Manifesto Antropófago (1928), escreveu que ‘somos um país de dores anônimas e de doutores anônimos’. A crítica foi direcionada para a “elite intelectual” do país, que era alienada e não se posicionava – com sabedoria – diante das elites financeiras e políticas da nação. Muitos anos depois, isso ainda permanece. A intelectualidade gaúcha, de maneira geral, se mantém submissa aos interesses político-financeiros dos diversos governos (federal, estadual e municipal). Também somos dominados pelo estrangeiro, principalmente pelo sudeste do país, por europeus e norte-americanos, a quem endeusamos e fazemos reverência.


Santiago e o RS possuem intelectuais independentes? Diga-me você, leitor que acompanha esta coluna. (Continua)

sábado, 12 de novembro de 2016

Comenda Personalidade Literária 2016 - Porto Alegre, RS

Amanhã, 20h, estarei recebendo a Comenda Personalidade Literária 2016, no City Hotel - Rua José Montaury, nº 20 - Porto Alegre, RS.
Agradeço a Academia Internacional de Artes, Letras e Ciências pela honrosa premiação!
Haverá um jantar por adesão, R$ 40,00... quem quiser, reservar inbox comigo.
Todos os amigos estão convidados!


quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Hoje - palestra de despedida de Santa Maria - convido a todos!

Hoje, 09 de novembro, 18h30min, na SUCV, em Santa Maria.

A belíssima CAPOSM proporcionando a oportunidade de uma fala de despedida. Será muito bom!
Entrada - um quilo de alimento não perecível!
Aguardo os amigos...


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Colégio Militar de Belém (CMBel)... Novos rumos!

Estou feliz de poder, a partir de janeiro, fazer parte do 13º Colégio Militar do Sistema - o Colégio Militar de Belém. Veja a reportagem do Exército sobre o CMBel.

Inauguração do CMBel:

Fonte: Exército Brasileiro

Entrega da Boina 2016:


Fonte: Youtube

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Comenda Personalidade Literária do Brasil


Tenho a grata satisfação de comunicar que fui laureado com a Comenda Personalidade Literária do Brasil, recebido da Academia Internacional de Artes Letras e Ciências!

Agradeço à entidade pela deferência!



Leia a mensagem da Presidente da Academia Internacional de Artes, Letras e Ciências:



Divulgamos os nomes aprovados para as comendas ALPAS 21 a serem entregues em 12 de novembro de 2016 no City Hotel em Porto Alegre / RS
Comenda Personalidade Literária / Brasil
Escritores que se destacaram pela produção literária no universo sem fronteiras pela cidadania planetária.
Iran de Lima

Comenda Personalidade Cultural / Brasil
Escritores e gestores culturais que se dedicaram com dinamismo e atuação em prol da cultura
Flávio dos Santos
José Carlos Laitano

Comenda Personalidade Literária Internacional
Nomes que ultrapassaram fronteiras por sua escrita literária
Afonso Rocha - Portugal / Brasil
Luciana Couto - Portugal / Brasil

A Entrega da Comenda está condicionada à presença do homenageado.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Palestra na Feira do Livro de Cruz Alta - 15 de outubro


Programação da 20ª Feira do Livro de Cruz Alta

Tenho a honra de proferir uma palestra na Feira do Livro de Cruz Alta, no próximo dia 15 de outubro de 2016, 15h, sobre "A importância da Literatura Gaúcha no contexto nacional contemporâneo".

Na mesma feira, estarei participando do lançamento de um livro solo e três coletâneas (duas das quais sou organizador).

Aproveito para convidar o leitor para participar dessa bela feira, a 20ª Feira de Cruz Alta.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Artigo do Jornal A Razão - Ânsia de Vômito


Para ler o artigo no site de A RAZÃO: CLIQUE


Há algum tempo – cerca de cinco anos atrás – confesso que cheguei a nutrir o sonho de ser um político brasileiro. Naquela época, adorava criar projetos e estava na presidência da Casa do Poeta de Santiago, liderando um grupo de escritores da “Terra dos Poetas”.

É claro que era um sonho natimorto. Eu não tinha, nem nunca tive, o menor pendor para a coisa. Só que demorei um pouco para perceber isso, pois estava contaminado pelas letras e pela chama fervorosa da paixão ideológica. 
Não percebia que eu amava o discurso e não a política partidária. Amava a macro política, aquela descrita por filósofos, educadores, sociólogos e cientistas políticos verdadeiros, que nada tem de parecido com a politicagem de parte da casta eleitoral brasileira. No decorrer dos anos, percebi algumas coisas... Entendi as diferenças entre o político e o intelectual.

Um intelectual (ou quem procura ser) não deveria ser filiado a qualquer partido político, direta ou indiretamente. Quando você sai da liberdade intelectiva, para ser conduzido por uma coletividade cercada de dogmas, deixa de ser totalmente livre. Nesse sentido, deve submeter-se ao que o grupo determina.

Um político não pode ser introspectivo e antipático, mesmo que seja. Ele tem que ser extrovertido, apertar todas as mãos e ter cuidado para não se perder no silêncio. Um candidato tem que ouvir os eleitores, gostar de conversas que não tenham finalidade e – mesmo que por um tempo determinado – dizer que está preocupado com o outro, mesmo que não esteja.

Um intelectual pode até falar ou escrever besteiras. Quem joga futebol, mesmo sendo Messi, erra passes e pisa na bola. Quem escreve, mesmo sendo Machado de Assis, comete erros de português e de entendimento (das letras e da vida). Mas o intelectual que se preze, na concepção mais bela, tem o amor pela palavra e a paixão pela ideia. 

Algumas vezes, um político tem que sorrir, mesmo estando triste. Tem que abanar, mesmo não conhecendo. Tem que olhar nos olhos, mesmo não enxergando. Tem que apoiar, mesmo não concordando. Tem que mentir, mesmo sabendo a verdade. Tem que massacrar, mesmo tendo pena. Tem que dormir, mesmo com insônia.

É claro que nem todos os políticos são assim! Possuo, verdadeiramente, uma admiração pelos políticos idealistas. No Brasil, eles são uma exceção para a regra; a que define que você seja ou idealista, ou político. A politicagem – essa me causa ânsia de vômito!


domingo, 2 de outubro de 2016

Colégio Militar de Belém! Novos rumos...

Grato a Deus por mais essa oportunidade de conhecer outra região do Brasil.
Irei ser professor no Colégio Militar de Belém, o mais novo colégio militar do país!
Rumo ao açaí! Em breve, Belém do Pará!


quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Divulgação da Academia Santa-Mariense de Letras (Convite) - ADELMO SIMAS GENRO

5º SARAU LITERÁRIO ASL
Dia: 03 de outubro
  Hora: 17h30
   Local: Biblioteca Pública - Santa Maria   
Av. Presidente Vargas, 1300
 Tema: ADELMO GENRO
 Apresentação: Carlos Giovani D. Pasini  
Debatedores: João Marcos Adede y Castro e Valdo Barcelos


Nota: fico feliz - como cidadão de Santiago - em poder expor sobre Adelmo Simas Genro, ilustre conterrâneo, sobre quem já construí o panegírico para a minha posse na ASL.

Todos estão convidados!



terça-feira, 27 de setembro de 2016

Artigo do Jornal Expresso Ilustrado - 23 de setembro - Felicidade Líquida

Felicidade líquida

O sociólogo Zygmunt Bauman apresentou a teoria da “Modernidade Líquida”. Essa hipótese expõe que na atualidade os seres humanos estão vivendo, de modo geral, em um mundo sem forma, ausente de fronteiras. Para ele, vivemos numa época de “felicidade líquida”, onde parecer ser feliz é muito mais importante do que realmente ser. A nossa felicidade deve ser atestada pela quantidade de curtidas, comentários e compartilhamentos nas redes sociais. Nós temos que provar que somos felizes, não basta sermos! O filósofo Clóvis de Barros afirma que “a felicidade é muito mais conhecida pela sua ausência do que pela sua presença”. Não é à toa que vivemos em busca da felicidade, muitas vezes a colocando como objeto de disputa, de aquisição, consequência do campo econômico, social ou profissional. Não podemos romantizar a felicidade. Ela não deve ser colocada em um pedestal, no local inatingível. Também não é um objetivo único, que um dia iremos alcançar, ou algo que possamos comprar (carro, celular ou mansão).  Sempre haverá aquilo que não temos. A felicidade muda com o decorrer da própria vida. Aos 15 anos, quem sabe, dar um beijo seja o sinônimo de felicidade; aos 100 anos, ela poderá ser o não utilizar fraldas e conseguir ir ao banheiro sozinho. Portanto, alegrar-se com o que é seu, com o ínfimo, pequenas conquistas, sabendo que, como dizia Gandhi “(...) a felicidade não é um objetivo, mas o caminho até um objetivo”. A felicidade não é a felicidade: ela é uma catapora de nanicos momentos felizes, feito cicatrizes, no nosso enorme corpo melancólico. Enfim, a felicidade é estarmos vivos e saudáveis.


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